Trilha Política · curso 2 de 5
História do Brasil
Economia, sociedade e Brasil no mundo
A história do Brasil da Colônia ao século XXI, com sua inserção na economia mundial e nas relações internacionais. O curso apresenta os fatos e as principais interpretações em debate: de Caio Prado Jr., Furtado e Florestan Fernandes a Gilberto Freyre, Faoro, José Murilo de Carvalho, Jorge Caldeira e Acemoglu & Robinson.
6 unidades · 24 lições · tudo liberado

Unidade 1
Colônia: economia e sociedade
Povos indígenas, chegada dos portugueses e as interpretações da economia colonial.
- Antes de 1500: povos originários
- O sentido da colonização
- O Antigo Sistema Colonial
- Açúcar, ouro e formação econômica
Caderno de estudos da unidade 1
Caderno de estudos — Colônia
Antes de 1500 viviam aqui milhões de pessoas (as estimativas variam), de muitos povos e línguas (tupi, jê, aruaque, karib…). A coletânea História dos índios no Brasil (org. Manuela Carneiro da Cunha, USP, 1992) trata os indígenas como sujeitos da história, que negociaram, guerrearam e fizeram alianças. Epidemias, guerras e escravização reduziram fortemente essa população. Para 1500, a historiografia usa termos diferentes: “descobrimento” (tradicional), “chegada”, “conquista” ou, para autores que destacam o ponto de vista indígena, “invasão”.
O sentido da colonização. Para Caio Prado Jr. (Formação do Brasil Contemporâneo, 1942), que adotava o materialismo histórico como método, a colônia foi organizada como empresa comercial para fornecer gêneros tropicais e metais ao mercado europeu: latifúndio, monocultura e trabalho escravo.
O Antigo Sistema Colonial. Fernando Novais (USP, 1979) descreve o exclusivo metropolitano e argumenta que os lucros coloniais contribuíram para a acumulação primitiva de capital na Europa.
Outras leituras. Celso Furtado (1959) analisa a renda concentrada da economia exportadora. João Fragoso e Manolo Florentino (UFRJ) destacam a acumulação interna e os comerciantes do Rio (“arcaísmo como projeto”). Jorge Caldeira (História da riqueza no Brasil, 2017) usa dados quantitativos para argumentar que o mercado interno era bem maior do que supunha a tradição. Na economia institucional, Daron Acemoglu e James Robinson (Por que as nações fracassam, 2012) explicam o atraso de antigas colônias pelas instituições extrativas criadas ali, e não pela geografia ou pela cultura.
Pergunta-guia: o que cada interpretação considera decisivo — o mercado externo, o mercado interno ou as instituições?
Unidade 2
Escravidão e tráfico atlântico
O Atlântico Sul, as interpretações da economia escravista, quilombos e revoltas, e a herança da escravidão.
- O tráfico e o Atlântico Sul
- Escravismo colonial: o debate
- Quilombos, revoltas e negociação
- Raça e a herança da escravidão
Caderno de estudos da unidade 2
Caderno de estudos — Escravidão e tráfico
O Atlântico Sul. Para Luiz Felipe de Alencastro (O trato dos viventes, 2000), o Brasil colonial “se formou fora do Brasil”: num espaço que unia a zona de produção escravista na América à zona de reprodução de escravizados em Angola, ligadas pelo tráfico.
O tráfico. O Brasil foi o maior destino de africanos escravizados nas Américas. Segundo as estimativas do banco de dados SlaveVoyages, cerca de 12,5 milhões de pessoas foram embarcadas na África entre 1501 e 1866, e cerca de 4,9 milhões desembarcaram no Brasil (quase 45% dos desembarques). Uma lei de 1831 já proibia o tráfico, mas ele continuou ilegalmente; só foi reprimido de fato com a Lei Eusébio de Queirós (Lei nº 581, de 1850), sob forte pressão britânica.
Como classificar essa economia? O debate segue vivo:
- Caio Prado Jr. / Novais: o sentido da colonização é externo.
- Jacob Gorender (O escravismo colonial, 1978) e Ciro Cardoso: um modo de produção escravista colonial, com leis próprias.
- Fragoso & Florentino: o “arcaísmo como projeto” — acumulação interna dos grandes comerciantes.
- Capital escravista-mercantil: proposta de síntese (Souza, Estudos Econômicos, 2008).
Revolta e negociação. Clóvis Moura (Rebeliões da senzala, 1959) chamou de quilombagem o conjunto contínuo de fugas, quilombos e insurreições e o interpretou como uma forma de luta de classes. João José Reis e Eduardo Silva (Negociação e conflito, 1989) mostram que, além da revolta aberta, os escravizados negociavam espaços de autonomia (roças próprias, folgas, compra da alforria). Palmares, na Serra da Barriga (atual Alagoas), existiu por quase todo o século XVII; Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, hoje Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (feriado nacional pela Lei nº 14.759/2023).
Raça e interpretação do Brasil. Gilberto Freyre (Casa-grande & senzala, 1933) valorizou a mestiçagem e a contribuição africana e indígena à cultura brasileira; sua obra ficou associada à ideia de “democracia racial”. Lélia Gonzalez (1984) criticou essa ideia como um mito que encobre desigualdades e a combinação de racismo e sexismo. A Constituição de 1988 fez do racismo crime inafiançável e imprescritível (art. 5º, XLII) e reconheceu a propriedade das terras quilombolas (ADCT, art. 68).
Pergunta-guia: como as diferentes correntes explicam a escravidão e seu legado?
Unidade 3
Independência e Império
Corte no Rio, relações com a Inglaterra, unidade do Império, café, Lei de Terras, Guerra do Paraguai, abolição e Proclamação da República.
- 1808–1825: a Corte e a independência
- Café, fim do tráfico e Lei de Terras
- A Guerra do Paraguai e o Prata
- Abolição e Proclamação da República
Caderno de estudos da unidade 3
Caderno de estudos — Independência e Império
A Inglaterra no século XIX. A Inglaterra era a principal potência industrial e naval. Fugindo das tropas de Napoleão, a Corte portuguesa chega ao Brasil em 1808, escoltada pela marinha britânica, e abre os portos “às nações amigas” — para Fernando Novais, o fim do exclusivo. Os tratados de 1810 deram aos produtos ingleses tarifa de 15%, menor que a de outros países (24%).
Independência (1822). O Brasil se tornou uma monarquia e manteve a escravidão. Portugal reconheceu a independência em 1825, com mediação britânica e indenização de 2 milhões de libras (Fausto). Autores da tradição de Caio Prado Jr. enfatizam a continuidade da estrutura social. José Murilo de Carvalho (A construção da ordem) explica a monarquia e a unidade territorial pela formação homogênea da elite política imperial (formação em Coimbra, carreira na magistratura).
Café e terra. O café se expande pelo Vale do Paraíba e depois pelo oeste paulista. Em 1850, no mesmo ano da Lei Eusébio de Queirós, a Lei de Terras (Lei nº 601, de 18/9/1850) fez da compra a forma de acesso às terras públicas (devolutas). José de Souza Martins chamou isso de “cativeiro da terra” (citado por Silva, Revista Brasileira de História, 2015). Segundo Furtado, a falta de trabalhadores foi resolvida com imigração europeia subsidiada.
O Prata. A Guerra do Paraguai (1864–1870) opôs o Paraguai à Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai, 1865). Estavam em jogo a navegação dos rios Paraná e Paraguai (acesso a Mato Grosso) e o equilíbrio regional. Francisco Doratioto (UnB) critica a tese “revisionista” de que a Inglaterra teria provocado a guerra e destaca causas regionais.
Abolição e República. Leis graduais (Ventre Livre, 1871; Sexagenários, 1885), o movimento abolicionista e as fugas de escravizados antecedem a Lei Áurea (13/5/1888), que não previu terras nem reparação aos libertos. Em 15/11/1889, um movimento militar liderado por Deodoro da Fonseca proclama a República. Começa a Primeira República (1889–1930), tema da próxima unidade, que muitos historiadores chamam de “oligárquica”: política dos governadores, coronelismo e defesa do café (Convênio de Taubaté, 1906, pelo qual os estados cafeeiros compravam o excedente).
Pergunta-guia: o que mudou e o que permaneceu entre 1808 e 1889 — e como os historiadores explicam isso?
Unidade 4
Primeira República: voto, café e cidades
A República de 1889 a 1930: coronelismo, café e imigração, reformas urbanas, questão social, revoltas e a crise que levou a 1930.
- A República e o voto
- Café, imigração e colonato
- Cidades, reformas e questão social
- Revoltas e o fim da Primeira República
Caderno de estudos da unidade 4
Caderno de estudos: a Primeira República (1889–1930)
Regime. Proclamada em 15 de novembro de 1889, a República teve sua primeira Constituição em 1891: federalismo, presidencialismo e exclusão de analfabetos, mendigos e praças do alistamento eleitoral (art. 70). O voto era aberto; o voto secreto e o voto feminino só vieram com o Código Eleitoral de 1932. Estimativas históricas (dados do TSE e José Murilo de Carvalho) indicam que menos de 6% da população chegava às urnas nas eleições presidenciais: cerca de 5,6% em 1930, o maior índice do período. A política dos governadores (Campos Sales, 1898–1902) trocava apoio federal por apoio dos grupos estaduais.
Coronelismo. Para Victor Nunes Leal (1949), é um compromisso entre um poder público cada vez mais forte e chefes locais em declínio como força social: votos de um lado, favores e cargos do outro. José Murilo de Carvalho, em Os bestializados (1987), mostra a participação política formal reduzida até na capital.
Café e imigração. Depois de 1888, o oeste paulista recebeu imigrantes, em boa parte com passagens pagas pelo Estado (Holloway). O colonato combinava pagamento fixo, pagamento pela colheita, moradia e roça de alimentos. Holloway destaca a negociação e a mobilidade das famílias; Celso Furtado, a ligação do café com o Estado, visível no Convênio de Taubaté (1906).
Cidades e questão social. As reformas do Rio (1902–1906) e a Revolta da Vacina (1904) são lidas por Nicolau Sevcenko como resultado de reformas urbanas, remoções e uma vacinação imposta de forma autoritária. Na greve geral de 1917, Fausto vê um movimento operário formado em grande parte por imigrantes, com forte influência anarquista. As leis do trabalho foram pontuais: acidentes de trabalho (1919) e férias (1925).
Contestações e fim. Canudos (1896–1897), Contestado (1912–1916) e o tenentismo (1922–1927) mostram os limites do sistema. Em 1930, a crise do café e a divisão das elites levaram à vitória do movimento liderado por Getúlio Vargas; Fausto destaca que ele reuniu grupos diversos e que as explicações por uma única causa são insuficientes.
Palavras-chave: voto aberto, política dos governadores, coronelismo, colonato, Revolta da Vacina, greve geral de 1917, tenentismo, 1930.
Unidade 5
Vargas, indústria e desenvolvimentismo
Crise de 1929 e origens da indústria, Estado Novo e CLT, interpretações do Brasil (Florestan e Faoro), o debate do planejamento e a Guerra Fria.
- 1929: o deslocamento do centro dinâmico
- Estado Novo e CLT
- Interpretações do Brasil: Florestan e Faoro
- Desenvolvimentismo e Guerra Fria
Caderno de estudos da unidade 5
Caderno de estudos — Vargas e desenvolvimentismo
1929 e a indústria. A crise mundial derrubou o preço do café. Para Celso Furtado, a compra e destruição de estoques manteve a renda interna, como uma política anticíclica; com importações caras, a indústria cresceu por substituição de importações — o deslocamento do centro dinâmico para o mercado interno. Outra corrente, discutida por Wilson Suzigan (Unicamp), mostra que a indústria já crescia antes de 1930, impulsionada pela renda e pelo capital gerados pelas exportações de café.
Vargas (1930–1945). Como visto na unidade anterior, a Revolução de 1930 leva Getúlio Vargas ao poder. No Estado Novo (1937–1945), ditadura com o Congresso fechado, nasce a CLT (Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943), com sindicatos vinculados ao Ministério do Trabalho. Há leituras diferentes: a da “outorga” e do “populismo” destaca a concessão dos direitos pelo governo e o controle estatal; Angela de Castro Gomes (A invenção do trabalhismo, 1988) fala em pacto trabalhista, com participação ativa dos trabalhadores, organizados desde antes (greve geral de 1917). Na Segunda Guerra, o Brasil negociou com os EUA o financiamento da siderúrgica de Volta Redonda (CSN) e enviou a FEB à Itália.
Interpretações do Estado. Para Florestan Fernandes (A Revolução Burguesa no Brasil, 1975), a burguesia brasileira se associou ao capital estrangeiro e às oligarquias, sem revolução democrática: capitalismo dependente e autocracia burguesa (Botelho & Brasil Jr., 2026). Para Raymundo Faoro (Os donos do poder, 1958), apoiado em Max Weber, a chave é o patrimonialismo: um estamento burocrático herdado de Portugal controla o Estado como coisa própria.
O debate do planejamento (1944–1945). O industrial Roberto Simonsen defendeu planejamento estatal e proteção à indústria; o economista liberal Eugênio Gudin argumentou que o país precisava de produtividade, estabilidade e mercado, e não de planos.
Desenvolvimentismo e Guerra Fria. Petrobras (Lei nº 2.004/1953), Plano de Metas de JK, Brasília (1960), SUDENE (1959, com Furtado). Jânio e Goulart seguem a Política Externa Independente. Goulart propõe as reformas de base, que enfrentam oposição de proprietários rurais, empresários, parte da classe média, da Igreja e das Forças Armadas, além do governo dos EUA.
Pergunta-guia: qual foi o papel do Estado, do mercado e dos grupos sociais na industrialização?
Unidade 6
1964, regime militar, redemocratização e Brasil no mundo
1964 e os documentos dos EUA, o regime militar e a CNV, a Constituinte e o Brasil pós-1988.
- 1964: a queda de Goulart e os documentos dos EUA
- Ditadura, repressão e verdade
- Redemocratização e Constituinte
- O Brasil no mundo pós-1988
Caderno de estudos da unidade 6
Caderno de estudos — De 1964 ao mundo pós-1988
1964. Em 31 de março/1º de abril de 1964, um movimento militar, apoiado por governadores, empresários e parte da sociedade civil, depôs João Goulart. A Comissão Nacional da Verdade e a maior parte da historiografia falam em golpe de 1964; seus apoiadores, em “Revolução de 1964” (o AI-1, de 9/4/1964, fala em “revolução vitoriosa” e acusa o governo deposto de pretender “bolchevizar o País”). Para os militares e civis que apoiaram o movimento, a deposição respondeu à ameaça comunista e à quebra da hierarquia militar (revoltas dos sargentos, em 1963, e dos marinheiros, em março de 1964), com amplo apoio civil, como nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade (São Paulo, 19/3/1964); assim registram as entrevistas do CPDOC/FGV (Visões do golpe) e da Biblioteca do Exército. Entre os historiadores, Daniel Aarão Reis (UFF) destaca apoios civis “extensos e consistentes”; Jorge Ferreira (UFF), que esquerdas e direitas escolheram o confronto; Argelina Figueiredo (Democracia ou reformas?, 1993), a radicalização e a paralisia decisória; e Florestan Fernandes, a reação das classes proprietárias às reformas.
Os documentos dos EUA. Documentos reunidos pelo National Security Archive (George Washington University) mostram que o embaixador Lincoln Gordon defendeu o apoio aos conspiradores liderados por Castelo Branco. O governo Lyndon Johnson preparou a Operação Brother Sam: força-tarefa naval, petroleiros e cerca de 110 toneladas de munição (telegrama de 31/3/1964, FRUS, doc. 198). Não houve intervenção direta. O projeto Opening the Archives (Brown University e UEM) abriu milhares desses documentos em 2014.
Regime militar (1964–1985). O AI-5 (13/12/1968) autorizou o presidente a pôr o Congresso em recesso (decretado no mesmo dia) e suspendeu o habeas corpus para crimes políticos. O “milagre econômico” (1968–1973) teve crescimento alto e aumento da concentração de renda. Albert Fishlow (1972) atribuiu a concentração sobretudo à política salarial pós-1964; Carlos Langoni (1972) atribuiu-a sobretudo à escassez de mão de obra qualificada. Elio Gaspari (A ditadura envergonhada, 2002) reconstrói o período com amplo uso de documentos. A CNV (Lei nº 12.528/2011) entregou seu relatório em 10/12/2014: 434 mortos e desaparecidos e a conclusão de que as violações foram política de Estado.
Redemocratização. Anistia (Lei nº 6.683, de 28/8/1979), Diretas Já (1984), eleição indireta de Tancredo (1985) e a Assembleia Nacional Constituinte (eleita em 1986). A Constituição de 5/10/1988 traz direitos sociais (arts. 6º e 7º), saúde como “direito de todos e dever do Estado” (art. 196) e princípios de política externa (art. 4º).
Brasil no mundo pós-1988. Mercosul (1991), abertura comercial, privatizações e Plano Real (1994). Defensores, como Gustavo Franco (PUC-Rio), um dos formuladores do Real, veem as reformas e a estabilização como condições para crescer após a hiperinflação; críticos chamam essa agenda de “neoliberal” e apontam custos como o desemprego. Nos anos 2000, o BRICS (primeira cúpula em 2009; África do Sul em 2011; acordo do Novo Banco de Desenvolvimento firmado em Fortaleza em 15/7/2014). Pesquisa da USP (Fernandes & Cardoso, 2015) mostra que o grupo pouco alterou os votos do Brasil na ONU.
Pergunta-guia: como documentos e interpretações diferentes explicam 1964 e a democracia de 1988?
Fontes do curso
Ver as 71 fontes
- Boris Fausto (1994). História do Brasil. Edusp · Livro
Manual de referência da USP para datas, instituições e cronologia de toda a história do Brasil, da colonização ao período recente. - Lilia M. Schwarcz; Heloisa M. Starling (2015). Brasil: uma biografia. Companhia das Letras · Livro
Síntese de duas professoras (USP e UFMG) usada para escravidão, racismo, República e redemocratização. - Manuela Carneiro da Cunha (org.) (1992). História dos índios no Brasil. Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP · Livro
Coletânea que trata os povos indígenas como sujeitos da história; base da lição sobre os povos que viviam aqui antes de 1500 e a chegada dos portugueses. - Krishna Mendes Monteiro (2001). Caio Prado Júnior e o sentido da colonização. Formação Econômica, n. 7, p. 83-91 (Instituto de Economia da Unicamp) · Artigo
Apresenta a tese do 'sentido da colonização' de Caio Prado Jr. em Formação do Brasil Contemporâneo (1942). - Fernando A. Novais (1979). Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808). Hucitec (reed. Editora 34, 2019) · Livro
Tese de doutorado na USP que define o Antigo Sistema Colonial, o exclusivo metropolitano e a ligação com a acumulação primitiva de capital. - Luiz Felipe de Alencastro (2000). O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII. Companhia das Letras · Livro
Mostra que o Brasil colonial se formou num espaço atlântico ligado a Angola pelo tráfico de escravizados. - Clóvis Moura (1959). Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. Anita Garibaldi (reed. 2014; 1. ed. 1959) · Livro
Primeira obra a tratar sistematicamente as rebeliões negras; Moura as interpreta como uma forma de luta de classes e formula o conceito de quilombagem. - Lélia Gonzalez (1984). Racismo e sexismo na cultura brasileira. Ciências Sociais Hoje, p. 223-244 (ANPOCS) · Artigo
Crítica clássica ao mito da democracia racial; texto usado em disciplinas da USP. - Marcio Antônio Both da Silva (2015). Lei de Terras de 1850: lições sobre os efeitos e os resultados de não se condenar 'uma quinta parte da atual população agrícola'. Revista Brasileira de História, v. 35, n. 70 · Artigo
Analisa a Lei de Terras como parte da afirmação da propriedade privada da terra no fim da escravidão. - Tamás Szmrecsányi (1999). Sobre a formação da Formação econômica do Brasil de C. Furtado. Estudos Avançados, v. 13, n. 37, p. 207-214 · Artigo
Reconstrói a gênese do livro de Furtado (1959) a partir de sua tese de doutorado de 1948. - Antonio Corrêa de Lacerda; Joaquim Miguel Couto; Luiz Paulo F. Nogueról (2020). Celso Furtado em seu centenário de nascimento: pensamento e ação. Estudos Avançados, v. 34, n. 100 · Artigo
Panorama das obras de Furtado de 1959 a 1974 e de sua atuação pública (SUDENE, Ministério do Planejamento). - Francisco Doratioto (2009). História e ideologia: a produção brasileira sobre a Guerra do Paraguai. Nuevo Mundo Mundos Nuevos · Artigo
Mapeia as interpretações da Guerra do Paraguai e critica a tese de que a Inglaterra teria provocado o conflito. - Brasil (1943). Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial da CLT, assinada por Getúlio Vargas durante o Estado Novo. - André Botelho; Antonio Brasil Jr. (2026). A Revolução Burguesa no Brasil: 50 anos de um clássico difícil. Estudos Avançados, v. 40, n. 116 · Artigo
Releitura de A Revolução Burguesa no Brasil (1975), de Florestan Fernandes, e da tese da autocracia burguesa. - Peter Kornbluh (ed.) (2004). Brazil Marks 40th Anniversary of Military Coup: declassified documents shed light on U.S. role. National Security Archive Electronic Briefing Book n. 118 · Documento oficial
Documentos desclassificados dos EUA sobre o apoio ao golpe de 1964 (cabos de Lincoln Gordon, Operação Brother Sam). - Estados Unidos. Department of State (2004). Foreign Relations of the United States, 1964-1968, v. XXXI, doc. 198: Telegram from the Department of State to the Embassy in Brazil. Office of the Historian, U.S. Department of State · Documento oficial
Fonte primária oficial do plano de contingência naval e logístico de 31/3/1964 (Brother Sam). - Brown University (2014). Opening the Archives: documenting U.S.-Brazil relations, 1960s-1980s. Brown University · Documento oficial
Projeto que digitalizou e abriu ao público milhares de documentos do Departamento de Estado sobre o Brasil (1963-1973). - Comissão Nacional da Verdade (2014). Relatório. Volume I. CNV · Documento oficial
Relatório oficial sobre graves violações de direitos humanos (1946-1988); reconheceu 434 mortos e desaparecidos. O domínio cnv.memoriasreveladas.gov.br não respondia em 18/10/2026; os números são confirmados também pela Rádio Senado (radio-senado-cnv). - Brasil (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Presidência da República · Documento oficial
Texto constitucional usado para direitos sociais, combate ao racismo, quilombolas e princípios de política externa. - Ivan Filipe de Almeida Lopes Fernandes; Luís Fernando de Paiva Baracho Cardoso (2015). A política externa brasileira e o grupo dos BRICS. Leviathan: Cadernos de Pesquisa Política, n. 11, p. 121-144 · Artigo
Testa empiricamente (votos na ONU) se o BRICS mudou a política externa brasileira. - João Paulo A. de Souza (2008). Entre o sentido da colonização e o arcaísmo como projeto: a superação de um dilema através do conceito de capital escravista-mercantil. Estudos Econômicos, v. 38, n. 1 · Artigo
Expõe o debate entre Caio Prado/Novais, Gorender e Fragoso & Florentino sobre a economia colonial. - Jorge Caldeira (2017). História da riqueza no Brasil: cinco séculos de pessoas, costumes e governos. Estação Brasil · Livro
Reinterpretação quantitativa da história econômica que atribui grande peso ao mercado interno desde a Colônia, em contraponto a Caio Prado Jr. e Furtado. A URL leva à resenha de L. F. Saraiva em História Econômica & História de Empresas (2020). - Daron Acemoglu; James A. Robinson (2012). Por que as nações fracassam: as origens do poder, da prosperidade e da pobreza. Elsevier (reed. Intrínseca, 2022) · Livro
Explica a diferença de prosperidade entre países pelas instituições (inclusivas ou extrativas), inclusive as herdadas da colonização. - Gilberto Freyre (1933). Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Global Editora (51. ed., 2006; 1. ed. 1933) · Livro
Clássico que valoriza a mestiçagem e a contribuição africana e indígena à formação brasileira; base da leitura depois criticada como 'democracia racial'. - João José Reis; Eduardo Silva (1989). Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. Companhia das Letras · Livro
Mostra que, entre a submissão e a revolta aberta, os escravizados negociavam espaços de autonomia no cotidiano. - José Murilo de Carvalho (2003). A construção da ordem: a elite política imperial; Teatro de sombras: a política imperial. Civilização Brasileira (partes publicadas em 1980 e 1988; 15. ed., 2021) · Livro
Explica a solução monárquica e a unidade territorial do Império pela formação homogênea da elite política imperial. - Raymundo Faoro (1958). Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Companhia das Letras (ed. 2021; 1. ed. 1958) · Livro
Leitura weberiana do Brasil: o patrimonialismo e o estamento burocrático herdados de Portugal; contraponto às leituras de classe. - Angela de Castro Gomes (1988). A invenção do trabalhismo. Vértice/Iuperj (3. ed., Editora FGV, 2005) · Livro
Interpreta a relação entre Estado e trabalhadores na Era Vargas como um 'pacto trabalhista', com participação ativa dos trabalhadores, criticando as noções de 'outorga' e 'populismo'. - Wilson Suzigan (1986). Indústria brasileira: origem e desenvolvimento. Brasiliense (nova ed. Hucitec/Editora da Unicamp, 2000) · Livro
Reconstrói o investimento industrial antes de 1940 e discute as interpretações sobre as origens da indústria, inclusive a que a liga à expansão das exportações de café. - Roberto Simonsen; Eugênio Gudin (2010). A controvérsia do planejamento na economia brasileira. Ipea (3. ed.; 1. ed. 1977) · Documento oficial
Reúne o debate de 1944–1945 entre o industrial Roberto Simonsen (planejamento e proteção à indústria) e o economista liberal Eugênio Gudin. - Elio Gaspari (2002). A ditadura envergonhada. Companhia das Letras (ed. revista, Intrínseca, 2014) · Livro
Primeiro volume da série do jornalista sobre o regime militar, de 1964 ao AI-5, com amplo uso de documentos. - Argelina Cheibub Figueiredo (1993). Democracia ou reformas? Alternativas democráticas à crise política: 1961-1964. Paz e Terra · Livro
Explicação institucional da crise de 1964: radicalização de grupos à esquerda e à direita e paralisia decisória reduziram as alternativas democráticas. - Carlos Geraldo Langoni (1972). Distribuição da renda e desenvolvimento econômico do Brasil. Estudos Econômicos, v. 2, n. 5, p. 5-88 (livro: Expressão e Cultura, 1973) · Artigo
Atribui o aumento da desigualdade nos anos 1960 ao crescimento rápido e à escassez de mão de obra qualificada (educação). - Albert Fishlow (1972). Brazilian size distribution of income. American Economic Review, v. 62, maio 1972, p. 391-402 · Artigo
Com dados dos censos de 1960 e 1970, atribui o aumento da desigualdade sobretudo à política salarial do governo Castelo Branco. - Gustavo H. B. Franco (1995). O Plano Real e outros ensaios. Francisco Alves · Livro
Ensaios de um dos formuladores do Plano Real sobre a estabilização e as reformas econômicas dos anos 1990. - Victor Nunes Leal (1949). Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. Companhia das Letras (7. ed., 2012) · Livro
Clássico da ciência política brasileira que define o coronelismo como compromisso entre o poder público e os chefes locais; a edição de 2012 traz prefácio de José Murilo de Carvalho. - José Murilo de Carvalho (1987). Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. Companhia das Letras · Livro
Estudo da participação política e da cidadania no Rio de Janeiro dos primeiros anos da República; o título vem de uma frase do jornalista Aristides Lobo. - Thomas H. Holloway (1984). Imigrantes para o café: café e sociedade em São Paulo, 1886-1934. Paz e Terra (tradução de Eglê Malheiros; original: University of North Carolina Press, c. 1980) · Livro
Estudo da imigração subsidiada, do colonato e das relações entre famílias de imigrantes e fazendeiros no café paulista. - Boris Fausto (1976). Trabalho urbano e conflito social (1890-1920). Difel (2. ed.: Companhia das Letras, 2016) · Livro
Estudo clássico sobre a formação da classe operária e o movimento operário em São Paulo e no Rio de Janeiro na Primeira República. - Nicolau Sevcenko (1984). A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. Brasiliense (reed.: Editora Unesp, 2018) · Livro
Reconstrói a revolta de 1904 no Rio de Janeiro e a liga às reformas urbanas e à política sanitária da época. - Boris Fausto (1970). A Revolução de 1930: historiografia e história. Brasiliense (16. ed.: Companhia das Letras, 1997) · Livro
Balanço das interpretações sobre 1930 e análise do papel das classes sociais e do Estado no fim da Primeira República. - Euclides da Cunha (1902). Os sertões. Laemmert · Livro
Relato e ensaio do jornalista que acompanhou a guerra de Canudos (1897) como correspondente de O Estado de S. Paulo. - David Eltis; David Richardson et al. (2019). Trans-Atlantic Slave Trade Database: Estimates (SlaveVoyages). SlaveVoyages · Documento oficial
Estimativas do tráfico atlântico (1501–1866): cerca de 12,5 milhões de embarcados e 10,7 milhões de desembarcados, dos quais cerca de 4,86 milhões no Brasil. São estimativas, não contagens exatas. - Herbert S. Klein (1987). A demografia do tráfico atlântico de escravos para o Brasil. Estudos Econômicos (IPE/FEA-USP), v. 17, n. 2, p. 129-149 · Artigo
Artigo acadêmico sobre a demografia do tráfico, responsável pela entrada de mais de quatro milhões de africanos no Brasil em três séculos. - Brasil (1850). Lei nº 581, de 4 de setembro de 1850 (Lei Eusébio de Queirós). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: estabelece medidas para a repressão do tráfico de africanos, cuja importação já era proibida pela lei de 7 de novembro de 1831. - Brasil (1850). Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850 (Lei de Terras). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: art. 1º proíbe a aquisição de terras devolutas por outro título que não seja a compra (salvo a faixa de fronteira). - Brasil (1871). Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871 (Lei do Ventre Livre). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: os filhos de mulher escravizada nascidos a partir da lei seriam de condição livre. - Brasil (1885). Lei nº 3.270, de 28 de setembro de 1885 (Lei dos Sexagenários). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: libertação dos escravizados de 60 anos ou mais, com obrigação de prestar serviços por um período. - Brasil (1888). Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888 (Lei Áurea). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial, com dois artigos: declara extinta a escravidão no Brasil e não prevê terra nem indenização aos libertos. - Brasil (1891). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (24 de fevereiro de 1891). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial da primeira Constituição republicana; o art. 70 exclui do alistamento mendigos, analfabetos, praças de pré e religiosos sujeitos a voto de obediência. - Brasil (1932). Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932 (Código Eleitoral). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: eleitor é o cidadão maior de 21 anos "sem distinção de sexo"; institui o voto secreto. - Brasil (1904). Lei nº 1.261, de 31 de outubro de 1904 (vacinação obrigatória). Câmara dos Deputados (Legislação Informatizada) · Documento oficial
Publicação original da lei que tornou obrigatórias, em toda a República, a vacinação e a revacinação contra a varíola. - Brasil (1919). Decreto nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919 (acidentes no trabalho). Câmara dos Deputados (Legislação Informatizada) · Documento oficial
Publicação original da primeira lei geral sobre acidentes de trabalho. - Ricardo Westin (2025). Patrões disseram que Lei de Férias, criada há 100 anos, quebraria o país. Agência Senado (Arquivo S) · Artigo
Reportagem histórica do Senado (5/12/2025) sobre a Lei de Férias de 1925 (15 dias por ano), a lei de acidentes de 1919 e a greve geral de 1917. - Brasil (1953). Lei nº 2.004, de 3 de outubro de 1953 (monopólio do petróleo e Petrobras). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial que estabeleceu o monopólio da União sobre o petróleo e autorizou a criação da Petróleo Brasileiro S.A. - Brasil (1959). Lei nº 3.692, de 15 de dezembro de 1959 (SUDENE). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial que criou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. - Brasil (Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica) (1964). Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964. Presidência da República · Documento oficial
Fonte primária com a autodescrição dos líderes do movimento ("revolução vitoriosa") e sua justificativa: acusam o governo deposto de pretender "bolchevizar o País". Usada como visão atribuída, não como fato. - Brasil (1968). Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968. Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial: autoriza o presidente a decretar o recesso do Congresso (art. 2º) e suspende o habeas corpus nos crimes políticos (art. 10). - Brasil (1968). Ato Complementar nº 38, de 13 de dezembro de 1968. Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial que decretou o recesso do Congresso Nacional no mesmo dia do AI-5. - Brasil (1979). Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979 (Lei da Anistia). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial da Lei da Anistia. - Brasil (2011). Lei nº 12.528, de 18 de novembro de 2011 (Comissão Nacional da Verdade). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial que criou a CNV para examinar as graves violações de direitos humanos no período fixado pela lei (1946–1988). - Rádio Senado (2014). Renan recebe relatório final da Comissão Nacional da Verdade. Rádio Senado · Artigo
Notícia oficial de 10/12/2014: o relatório apontou 434 mortos e desaparecidos (210 ainda não encontrados) e 377 agentes do Estado responsáveis por graves violações. - Brasil (2023). Lei nº 14.759, de 21 de dezembro de 2023 (feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra). Presidência da República · Documento oficial
Texto oficial que declarou feriado nacional o 20 de novembro. - Brasil (2015). Decreto nº 8.624, de 29 de dezembro de 2015 (Acordo sobre o Novo Banco de Desenvolvimento). Presidência da República · Documento oficial
Promulga o acordo do Novo Banco de Desenvolvimento, firmado pelos cinco países do BRICS em Fortaleza, em 15 de julho de 2014. - Maria Celina D'Araujo; Gláucio Ary Dillon Soares; Celso Castro (orgs.) (1994). Visões do golpe: a memória militar sobre 1964. Relume-Dumará (reed. Ediouro, 2004) · Livro
Entrevistas com oficiais que participaram de 1964 e ocuparam cargos no regime. Registra a visão dos militares: medo do comunismo e quebra da hierarquia e da disciplina como razões decisivas. Usada como visão atribuída. - Aricildes de Moraes Motta (coord. geral) (2003). 1964 – 31 de março: o movimento revolucionário e a sua história. Biblioteca do Exército Editora · Livro
Coleção institucional do programa de história oral do Exército, em vários tomos, com 250 entrevistas de militares e civis que participaram do movimento ou colaboraram com o regime. Fonte da narrativa dos apoiadores ("Revolução de 1964"), usada como visão atribuída, não como fato. - Daniel de Mendonça (2007). O discurso militar da ordem: uma análise dos pronunciamentos militares durante o governo Goulart (1961-1964). Teoria & Pesquisa, v. 16, n. 1, p. 167-198 · Artigo
Análise acadêmica da visão militar: resume Visões do golpe (anticomunismo e quebra da hierarquia; inflação e greves como fatores acessórios) e confronta-a com pronunciamentos militares de 1961-1964. - Eduardo dos Santos Chaves (2010). A história do 31 de março de 1964 pelo Exército: as rememorações de um passado "glorioso". Anais do Encontro Estadual de História da ANPUH-RS · Artigo
Análise acadêmica da coleção da Biblioteca do Exército (2003): 13 tomos, 250 entrevistas; argumentos dos depoentes (perigo comunista, indisciplina militar, greves e corrupção no governo Goulart). - Aline Alves Presot (2004). As Marchas da Família com Deus pela Liberdade e o golpe de 1964. Dissertação (Mestrado em História Social), orientação de Carlos Fico · Livro
Estudo das Marchas: a de São Paulo, em 19/3/1964, e um levantamento de 69 marchas entre março e junho de 1964. Para os organizadores, Goulart tinha inclinações comunistas, e as marchas pediam a intervenção das Forças Armadas. - Daniel Aarão Reis (2010). Ditadura, anistia e reconciliação. Estudos Históricos, v. 23, n. 45, p. 171-186 · Artigo
Historiador da UFF: houve apoios civis "extensos e consistentes" à ditadura (as Marchas, 500 mil pessoas em São Paulo em 19/3/1964), silenciados depois da Anistia, assim como os projetos revolucionários da esquerda armada. - Jorge Ferreira (2004). A estratégia do confronto: a Frente de Mobilização Popular. Revista Brasileira de História, v. 24, n. 47, p. 181-212 · Artigo
Historiador da UFF: conservadores e esquerdas escolheram o confronto antes de 1964; parte das esquerdas pedia o fechamento do Congresso e questionava a Constituição de 1946; a "Rede da Democracia" de rádios e jornais denunciava o perigo comunista.
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